Ficar um dia inteiro sem comer pode soar a algo extremo. Mas a verdade é que o jejum prolongado está cada vez mais presente nas conversas sobre saúde, longevidade e bem-estar.
O tema voltou a ganhar destaque depois do apresentador espanhol Jorge Fernández, ter partilhado numa entrevista a sua experiência com um jejum de 72 horas.
Citado pelo site Men’s Health, segundo o farmacêutico e nutricionista Javier Fernández Ligero, fazer jejum de 24 horas ou mais, quando bem planeado e adaptado a cada pessoa, podem trazer benefícios para o organismo. Na sua perspetiva, fazer um jejum superior a 24 horas de três em três ou quatro em quatro semanas “não é uma loucura”, desde que seja feito com consciência e acompanhamento.
O que ganha o organismo com isso?
O principal benefício é simples: descanso. O sistema digestivo trabalha sem parar e uma pausa pode fazer maravilhas, desde melhorias na flora intestinal a uma maior eficiência na absorção de nutrientes. O organismo aproveita o tempo para se reorganizar e recuperar.
Quanto ao receio de perder massa muscular, o nutricionista explica que em jejuns bem estruturados, esse risco não aumenta. O catabolismo muscular está normalmente associado a outros fatores, como treino excessivo, falta de proteína ou descanso insuficiente, não ao jejum em si.
O que se pode consumir sem quebrar o jejum?
Água, café simples, chá, infusões e caldo de ossos rico em colagénio são aliados permitidos durante o período de abstinência alimentar. Ajudam a tornar a experiência mais confortável sem interferir com os benefícios.
Como em tudo o que diz respeito à saúde, não existe uma fórmula única. Cada corpo é diferente, e práticas mais restritivas devem ser sempre avaliadas com um profissional, especialmente se existirem condições de saúde específicas.