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Os resultados do estudo Utilização de IA na pesquisa e tomada de decisão de compra – 2026 revelam que consumidores portugueses estão cada vez mais a recorrer à IA como instrumento de proteção e validação das compras.
Realizado pela Consumers Trust Labs no âmbito do Dia Mundial do Consumidor (que se assinala a 15 de março), junto de 1.378 inquiridos, o estudo destaca que 65,1% dos consumidores utilizam ferramentas como ChatGPT, Google Gemini ou Grok como um instrumento de proteção e validação antes da decisão final de compra. E, ao mesmo tempo, como uma ferramenta de defesa para reduzir o risco, validar reputação e escapar à publicidade tradicional.
O estudo mostra ainda que o consumidor está a usar a IA para comparar alternativas e analisar reclamações antes de comprar. Ou seja, em vez de confiar apenas na mensagem publicitária, recorre a algoritmos para validar reputações e identificar potenciais problemas. A qualidade da decisão é o principal ganho com esta opção.
72,2% dos inquiridos consideram também que a IA melhorou o seu comportamento de compra, levando-os a pesquisar mais, a tomar decisões mais informadas e a prevenir situações de risco. A tecnologia parece estar, assim, a contribuir para uma maior literacia de consumo.
Todavia, a confiança na IA depende da qualidade da informação que a alimenta. E, neste aspeto, o estudo revela consenso sobre o que torna a IA verdadeiramente útil: 76,6% consideram fundamental que a IA seja alimentada por informação real, atual e baseada em casos concretos.
A perda de centralidade da publicidade tradicional é outras conclusões desta análise. 76% dos consumidores afirmam depender tanto ou mais de informação imparcial e experiências reais do que de anúncios para decidir uma compra. Constata-se, assim, que a IA está a funcionar como um filtro crítico, ajudando o consumidor a distinguir promoção de evidência.
Este artigo foi escrito no âmbito da colaboração com o Link to Leaders