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“Se soubesse nunca tinha começado”: Jovem de 18 anos quase perde um pulmão por fumar vape – Notícias de hoje


No final do ano passado, o jovem espanhol, Daniel, de 18 anos, deu entrada nas urgências com quase metade de um pulmão afetado por um edema. O diagnóstico apanhou-o de surpresa e foi o momento que o levou a abandonar o vape.

Numa entrevista ao jornal El Mundo, o jovem admite que começou a fumar vape ainda no 6.º ano de escolaridade e que chegou a consumir quase um dispositivo por dia. “Achei que não fosse assim tão mau”, recorda. O susto foi suficiente para mudar de hábitos. Desde o final de dezembro que garante que não vai voltar a usar vape.

Citado pelo jornal El Mundo, segundo especialistas, os cigarros eletrónicos continuam a ser bastante populares entre adolescentes, sobretudo devido ao design apelativo e aos milhares de sabores disponíveis. No entanto, os médicos alertam que estes dispositivos estão longe de ser inofensivos.

Os vapes contêm nicotina, uma substância altamente viciante que pode afetar o sistema nervoso central, especialmente em jovens cujo cérebro ainda está em desenvolvimento. Para além disso, o vapor libertado pode incluir várias substâncias tóxicas, como metais pesados e compostos químicos resultantes do aquecimento dos líquidos presentes nos dispositivos.

Estas substâncias podem provocar irritação nas vias respiratórias, inflamação pulmonar e aumentar o risco de problemas respiratórios e cardiovasculares. Em alguns casos, como o de Daniel, a exposição prolongada pode levar a complicações mais sérias, como edema pulmonar.

Outro fator apontado pelos especialistas é a facilidade com que os menores conseguem comprar estes dispositivos. Muitos jovens conseguem adquiri-los sem grandes obstáculos, o que contribui para o aumento do consumo.

Antes do episódio que o levou ao hospital, Daniel já tinha notado sinais de alerta. O jovem diz que começou a sentir falta de ar em situações simples, como correr para apanhar o autocarro. “Foi aí que percebi que algo não estava bem”, conta.

Depois do susto, voltou gradualmente a praticar exercício físico e está a ser acompanhado por médicos para avaliar a recuperação dos pulmões. Apesar da melhoria, admite que gostaria de ter sido informado mais cedo sobre os riscos.

Ao partilhar a sua experiência, Daniel espera que outros jovens pensem duas vezes antes de começar a fumar este tipo de dispositivo: “Se soubesse tudo isto antes, nunca tinha começado”, afirma.

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