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“Grande parte dos problemas de saúde mental das crianças deve-se à falta de contacto com a natureza”, alerta especialista – Notícias de hoje


Cada vez mais crianças passam os dias rodeadas de ecrãs e tecnologia, com pouco tempo para brincar ao ar livre ou explorar a natureza. A pedagoga, Heike Freire, numa entrevista, alertou para a falta de contacto com o exterior que está a ter consequências graves na saúde mental e no desenvolvimento das crianças, contribuindo para problemas como ansiedade, depressão e défice de atenção.

Em declarações ao jornal espanhol El Mundo, a especialista recorda a sua infância ao ar livre, a brincar na rua, explorar rios, montes e praias, e a observar o céu. Para Heike Freire, essas experiências são fundamentais para um crescimento saudável. 

Segundo a pedagoga, a vida nas cidades e o uso constante de tecnologia estão a fazer desaparecer o jogo espontâneo das crianças e a sobrecarregá-las com estímulos sem parar, o que impede que descansem e que o cérebro se desenvolva corretamente. “A natureza ajuda-nos a recuperar e dá-nos tudo o que precisamos para crescer de forma saudável. O excesso de tecnologia corta esse contacto essencial e prejudica o desenvolvimento das crianças”, explica.

Para além disso, destaca ainda que os parques infantis tornaram-se pouco apelativos e que muitas crianças passam o dia sob supervisão constante, reduzindo a liberdade de exploração. 

A pedagoga alerta que, sem esta ligação com o exterior, os jovens estão mais expostos a distúrbios como depressão, ansiedade, défice de atenção, hiperatividade e problemas de comportamento. “Antes de limitar a tecnologia, é preciso oferecer experiências reais de aventura, contacto com a natureza, sentido de pertença e amizade”, conclui.

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