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Doença sem sintomas só ‘aparece’ num estado avançado. Análises são simples e baratas – Notícias de hoje


A doença renal crónica pode afetar uma parte significativa da população portuguesa sem que muitos doentes tenham consciência disso. O alerta foi deixado pelo nefrologista Miguel Bigotte Vieira, que esteve no programa Diário da Manhã, da TVI, para explicar a dimensão deste problema de saúde.

Segundo o especialista, trata-se de uma doença relativamente comum e muitas vezes subdiagnosticada. “A doença renal crónica é uma doença frequente, assintomática e potencialmente grave.”

O médico explicou que a prevalência da doença em Portugal é significativa e muitas pessoas podem viver com alterações da função renal sem terem consciência disso. “Estima-se que cerca de 10% da população portuguesa tem algum grau de alteração da função renal.”

Um dos maiores desafios está no facto de a doença evoluir de forma silenciosa, sobretudo nas fases iniciais. “É uma doença que numa fase inicial não origina dor nem sintomas.”

Apesar de muitas vezes passar despercebida, a doença renal crónica pode ter consequências graves para a saúde. “Aumenta o risco de eventos cardiovasculares, tais como enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, além de diminuir a qualidade de vida.”

Os sintomas tendem a surgir apenas em fases mais avançadas da doença. “Só numa fase muito avançada é que vai dar sintomas, tais como cansaço.”

Por essa razão, o nefrologista sublinha a importância da prevenção e da deteção precoce. “O rastreio deve ser realizado em pessoas com fatores de risco, tais como diabetes e hipertensão.”

Entre os fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver doença renal crónica estão ainda a obesidade, a história familiar da doença e o consumo prolongado de anti-inflamatórios.

A deteção pode ser feita através de exames simples. “Este rastreio é realizado através de duas análises simples, baratas e não invasivas: a colheita de sangue para medir a creatinina e a avaliação da albuminúria na urina.”

A identificação precoce permite acompanhar a evolução da doença e reduzir o risco de complicações, numa condição que continua a ser muitas vezes descoberta apenas em fases mais avançadas.

 

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