Tudo começou com a expulsão da Diana Dora e, poucos dias depois, o Diogo foi o primeiro concorrente salvo da semana, destacando-se, imagine-se, de todos os outros. Confesso que continuo sem perceber o critério do público ao salvar o Diogo. Estamos a falar da maior planta desta Casa dos Segredos; em termos de jogo, a contribuição ronda um redondo zero.
Entretanto, o João, a Luzia e a Sara foram apontados como os protagonistas da casa mais vigiada do país. E ainda bem. Até porque, sejamos honestos, o João é claramente o melhor jogador desta edição. Já o Hélder, o Tiago e o Norberto ficaram com o papel de figurantes, o que, diga-se, também parece bastante acertado. Ainda assim, eu acrescentaria mais uma categoria: a do coach da casa. E aí o título, sem grande discussão, vai direitinho para o Hélder.
Agora, convém esclarecer uma coisa: a pseudo-relação entre o Hugo e a Sara é um caso completamente diferente. Se o Hugo tem alguém cá fora, então sim, é bastante condenável andar a partilhar cama com a Sara e até trocar beijos. Já a situação entre a Eva e o João não tem absolutamente nada de escandaloso. Qual é, afinal, o drama de dois amigos demonstrarem afeto? A Eva e o Diogo são namorados, mas não o podem admitir para proteger o segredo. O que já não foi particularmente bonito foi ver o Diogo enfiar-se na cama com a Ariana, e ainda brindar a situação com um beijo na boca. Ah, e poupem-nos à velha desculpa de que “é jogo”. Até porque era evidente o desconforto da Eva com toda aquela cena.
Já que o Diogo tem tanta habilidade para certas manobras, talvez fosse boa ideia aplicá-la ao jogo. Sempre era preferível a continuar a desempenhar, com tanto afinco, o papel de maior planta da casa. Quanto à Eva, talvez lhe fizesse bem um pouco mais de amor-próprio e um pouco menos de normalização desta situação, até porque, no meio disto tudo, acaba por se anular enquanto mulher.
Por fim, a Catarina foi a escolhida pelos portugueses para abandonar a casa do Secret Story. Não foi propriamente uma surpresa, tendo em conta toda a novela de mentiras que construiu à volta do João. E, convenhamos, também não deixou grande marca no jogo: deu muito pouco à casa e acabou por sair quase tão discretamente como entrou.