Viver cansado, em constante tensão e com a sensação de estar sempre “ligado” tornou-se, para muitos, o novo “normal”. Mas será mesmo suposto ser assim? Para o psicólogo clínico Juan Lucas Martín, a resposta é clara: não, e o problema começa precisamente quando deixamos de questionar este estado.
Em declarações ao site AS, o especialista explica que “muitas pessoas acreditam que viver cansadas e tensas é simplesmente parte da vida adulta”. Num contexto marcado pela pressão profissional, pela instabilidade e por níveis elevados de exigência pessoal, o stress acabou por aparecer na rotina diária de forma silenciosa.
O risco está na normalização. Quando o cansaço constante, a dificuldade em desligar ou a tensão permanente passam a ser vistos como inevitáveis, torna-se mais fácil ignorar os sinais de alerta do corpo. E isso pode ter consequências a médio e longo prazo.
Segundo o psicólogo, o organismo não está preparado para viver em estado de alerta contínuo. Quando isso acontece, o sistema nervoso adapta-se e deixa de reconhecer o que é realmente estar relaxado. O resultado? Uma sensação constante de inquietação, como se o corpo estivesse sempre em “modo sobrevivência”.
Entre os sinais mais comuns estão o cansaço persistente, dificuldades em dormir e uma tensão que parece nunca desaparecer. Pequenos alertas que, muitas vezes, são desvalorizados até se transformarem em algo mais sério.
A chave, defende o especialista, passa por voltar a ouvir o corpo e reconhecer que viver em stress constante não é normal, nem deve ser aceite como parte inevitável da vida adulta.