O jejum intermitente tem ganho cada vez mais atenção entre quem procura melhorar a saúde e, ao mesmo tempo, aumentar a longevidade. A prática consiste, essencialmente, em períodos de alimentação e de abstinência de comida, por exemplo, jantar cedo e adiar a primeira refeição do dia seguinte. Estudos indicam que este padrão alimentar pode ajudar a controlar o peso, regular o metabolismo e até reduzir o risco de doenças crónicas.
Citado pelo site AS, o jornalista e investigador, Dan Buettner, que estuda há mais de duas décadas as chamadas “zonas azuis”, regiões do planeta onde as pessoas vivem mais e melhor, como Okinawa, Icaria e Sardenha, reforça a importância de uma abordagem natural.
Segundo o especialista, o jejum intermitente deve durar pelo menos 12 horas. “Se jantar às oito da noite, não deve voltar a comer até às oito da manhã. E esta primeira refeição, o pequeno-almoço, é a mais importante do dia”, explica. Buettner destaca que, nas zonas azuis, o pequeno-almoço não é doce ou pesado como em outros países, mas geralmente salgado e simples: azeitonas, pão de massa mãe e queijo feta em Icaria, ou feijão, arroz, abacate e frutas na Costa Rica.
Mais do que adotar dietas complexas, o investigador sublinha que a longevidade surge naturalmente quando a rotina e o ambiente favorecem escolhas saudáveis sem esforço consciente. Ajustar pequenos hábitos, como horários das refeições e qualidade dos alimentos, pode fazer toda a diferença no prolongamento da vida e na manutenção da saúde.