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Arrumar o quarto pode ajudar a desenvolver a mente das crianças, defende especialista – Notícias de hoje


Ensinar uma criança a arrumar o quarto pode parecer uma tarefa simples do dia a dia, mas especialistas defendem que este hábito pode ter um impacto importante no desenvolvimento mental e emocional dos mais novos.

A ideia é defendida pelo doutorado em Letras pela Universidade de Oxford e especialista em semiologia, Alfonso Ruiz Soto, que acredita que pequenas rotinas domésticas ajudam a moldar a forma como as crianças pensam, agem e se relacionam com o mundo.

Citado pelo site ABC, o especialista explica: “Uma criança que aprende a arrumar o quarto aprende a organizar a sua mente”. Para além disso, ações aparentemente simples, como arrumar brinquedos depois de brincar, fazer a cama ou colocar cada objeto no seu lugar, não estão apenas relacionadas com a limpeza ou com manter o espaço organizado. Estas tarefas ajudam as crianças a desenvolver competências como a organização, a autonomia e o sentido de responsabilidade.

De acordo com Alfonso Ruiz, quando uma criança arruma os seus brinquedos está, na verdade, a treinar a atenção e a consciência sobre aquilo que faz. Na área da semiologia da vida quotidiana, explica o especialista, este tipo de rotinas contribui para exercitar o foco e para criar uma ligação entre o mundo interior e o ambiente exterior.

Além disso, manter uma rotina de organização diária pode trazer vários benefícios ao longo do crescimento. O especialista defende que estes hábitos ajudam a fortalecer a vontade, a clareza de pensamento e até o carácter.

“Não se trata apenas de ter um quarto limpo, mas de construir uma vida com direção”, sublinha.

Para o académico, educar através da consciência e do exemplo pode ser mais eficaz do que impor regras rígidas. Nesse sentido, incentivar as crianças a cuidar do seu próprio espaço pode ser uma forma simples, mas importante, de contribuir para o seu desenvolvimento pessoal.

“Cada vez que organizamos o exterior, também estamos a organizar o interior”, conclui.

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