Uma mulher foi considerada culpada de homicídio qualificado depois de matar a própria filha, uma bebé de 17 meses, nos Estados Unidos. O crime ocorreu em outubro de 2024, num hotel em Galveston, no estado do Texas.
Citado pelo site People, a mãe, Channel Yonko, foi condenada por ter esfaqueado a filha, Hannah Yonko, e, pouco depois, atirado a criança da varanda de um hotel, localizada no terceiro andar do edifício.
De acordo com as autoridades, tudo aconteceu na manhã de 23 de outubro de 2024. A polícia recebeu um alerta sobre uma criança abandonada e, quando chegados ao local, encontraram a menina no pavimento, no exterior do hotel.
A bebé ainda estava viva, mas apresentava ferimentos graves e estava a perder muito sangue. Foi rapidamente transportada pelos serviços de emergência para o hospital, mas acabou por não resistir aos ferimentos e foi declarada morta pouco tempo depois.
Segundo os documentos do processo, a criança tinha três ferimentos perfurantes provocados por uma faca. As investigações revelaram ainda que câmaras de videovigilância do hotel captaram o momento em que a menina caiu da varanda.
Durante as buscas, a polícia encontrou também um saco num caixote do lixo da garagem do hotel. No interior estavam uma faca de esfolar, brinquedos e snacks infantis, objetos que terão estado associados ao crime.
No julgamento, a equipa de defesa tentou argumentar que Channel Yonko estava legalmente insana no momento do homicídio. No entanto, os jurados rejeitaram essa tese. A deliberação durou menos de uma hora antes de ser anunciado o veredicto de culpada.
Uma das juradas afirmou que o caso foi particularmente difícil devido à idade da vítima. “É um caso muito triste. Não parava de pensar na Hannah. Todos queríamos dar o benefício da dúvida à mãe, mas não conseguimos”, disse.
Como a vítima tinha menos de 10 anos, a lei do Texas prevê automaticamente a pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Os procuradores optaram por não pedir a pena de morte. A mulher deverá, assim, passar o resto da vida na prisão pelo homicídio da própria filha.