O Caio foi o escolhido pelo público para abandonar o programa. Surpresa? Zero. Era mais do que expectável.
Se no dia de estreia elogiei o Ricardo João, hoje tenho de lhe puxar o tapete, com alguma elegância, claro. Que desilusão. De jogador tem rigorosamente nada. Estamos na Casa dos Segredos: o objetivo é guardar o segredo a sete chaves e tentar descobrir o dos outros. O que faz Sua Excelência Ricardo João? Precisamente o contrário. Entrega o segredo de bandeja, como quem oferece amostras grátis no supermercado. “Representei a Seleção Nacional” era o seu segredo, mas pela forma épica como fala do assunto, quase parece que salvou a humanidade de uma catástrofe iminente. Enfim, há quem tenha um ego do tamanho do mundo e a convicção inabalável de que nasceu para brilhar mais do que os restantes mortais. Resultado? Nomeação direta. E muito bem.
A Sara é forçada? É. Mas cumpre um requisito essencial: é falada todos os dias. Num reality show, isso vale ouro. Queiramos ou não, é uma das protagonistas desta edição do Secret Story. A Luzia também se tem destacado e é, sem dúvida, uma peça fundamental no jogo. Já a Ana marca presença como protagonista, mas falta-lhe poder de argumentação. Fica a sensação de que tem munições, mas não sabe bem onde disparar.
A novela João e Catarina promete capítulos intermináveis. Quem estará a dizer a verdade? Para mim, Catarina. Parece-me evidente que o João foi apanhado na curva quando viu o casting dela. E por falar em novelas… o Diogo está mortinho de ciúmes com a aproximação do Hugo à Catarina. Esta missão até lhe fez bem, pelo menos assim demos pela sua existência no jogo. Caso contrário, continuaria em modo invisível. E arrisco dizer: se a Eva não tivesse o Diogo na casa, já estávamos a assistir a uma história paralela com o Hugo. Uma verdadeira novela mexicana, com direito a banda sonora dramática.
Quanto aos homens da casa… nenhum me parece ali para ganhar. Foi difícil escolher quem expulsar? Talvez. Mas se calhar podiam ter ido todos de uma vez. Estão 100 mil euros em jogo, convinha alguém mostrar fome de vitória.
O Hugo pisou o risco pelo menos duas vezes esta semana. Comentários homofóbicos, piadas de gosto duvidoso, que ninguém pediu, diga-se. A Luzia também não esteve irrepreensível. Ambos deveriam ter sido sancionados. Há limites, mesmo num reality show.
O Ricky acabou por ser o expulso da semana. E só podia ser ele: foi planta decorativa. Ele e a Liliana agarraram-se ao segredo de casal e ficaram à sombra da bananeira, convencidos de que o segredo, por si só, fazia o trabalho. Não faz. O público pode até simpatizar com o segredo, mas é preciso jogar, arriscar, aparecer.
E para terminar, volto ao João. Por detrás daquele homem de dois metros há, de facto, um grande ser humano. Não é o protagonista mais ruidoso, mas talvez seja o melhor jogador da casa. E há ali qualquer coisa que me cheira a vencedor desta edição da Casa dos Segredos.