Com o uso crescente de pagamentos digitais, muitos portugueses podem esquecer a importância de ter dinheiro físico em casa. Depois da recomendação do Banco de Portugal e do Banco Central Europeu, foi agora a vez do Banco Central da Suécia emitir o mesmo conselho. Em entrevista ao Diário da Manhã, da TVI, Natália Nunes, especialista da DECO, explicou qual é a quantia recomendada por adulto e criança para situações de emergência e a forma mais segura de a guardar.
A especialista destacou que, apesar de grande parte da população recorrer cada vez mais a cartões e aplicações, o dinheiro físico continua essencial em casos de apagões, tempestades ou outros imprevistos. Para uma família com dois adultos e duas crianças, Natália Nunes recomenda entre 70 a 100 euros por adulto e cerca de 30 euros por criança, totalizando aproximadamente 260 euros. Este valor serve para garantir recursos durante as primeiras 72 horas de uma emergência, sem necessidade de ter grandes quantias em casa, por questões de segurança.
Além disso, o dinheiro deve ser guardado em notas pequenas, preferencialmente de 5 e 10 euros, e em moedas, para facilitar compras urgentes, como pão ou água. A especialista reforçou que o dinheiro deve estar guardado num local discreto e seguro, complementando com alguns mantimentos não perecíveis e outros itens de sobrevivência, como água e um rádio com pilhas, compondo assim um kit de emergência completo.
A especialista explicou ainda que Portugal apresenta perfis distintos: nas grandes cidades, o uso de dinheiro digital é mais frequente, enquanto em áreas rurais e entre a população mais idosa, o numerário continua a ser fundamental. Esta diferença reforça a necessidade de cada família adaptar o kit de emergência às suas próprias necessidades.
Ter dinheiro físico em casa não é sobre acumular grandes fortunas, mas sim garantir que a família consegue responder de forma rápida e segura a qualquer imprevisto, evitando momentos de aflição, concluiu Natália Nunes no Diário da Manhã.